Arnaldo de Melo

Arnaldo de Melo (1960) vive e trabalha em São Paulo. Entre 1987 e 1990, frequentou a Hochschule der Künste Berlin (hoje Universität der Künste) com bolsa DAAD (sigla para Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico). Durante esse período, na então West-Berlin, recebeu orientação por parte do artista Karl-Horst Hödicke, um dos primeiros pintores a firmar a escola neoexpressionista na Alemanha, a chamada Wild Malerei (Pintura Selvagem). Em 1984 e 1985, Arnaldo de Melo morou e trabalhou em Nova York, seguindo de forma autodidata sua escolha pela pintura abstrato-expressionista, de evidente destaque nos grandes museus estadunonidenses. Em Nova York, dedicou atenção especial para a explosão da pintura neoexpressionista que já adentrava os museus e trazia vigor às galerias de arte. Em simultâneo, recebeu forte influência dos grafites e dos artistas “de rua” que iniciaram suas carreiras no período. De 1979 a 1994, participou de exposições coletivas e realizou individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Berlin. Entre 1991 e 1994, trabalhou como designer gráfico no Instituto Itaú Cultural e, desde essa época, já realizou diversos trabalhos gráficos e cerca de 500 capas de livros para as editoras Edusp, Hucitec, Atelier Editorial e Annablume. De 1995 a 2005, atuou como diretor de arte para teatro e performance, desenvolvendo instalações e material gráfico para as últimas performances dirigidas por Renato Cohen. Em 2006, completou o curso de arquitetura e urbanismo na Escola da Cidade, em São Paulo, seguindo entre 2008 e 2014 a pós-graduação na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, FAUUSP. Sua tese de doutorado, Cidade&Saúde, recaptura a história da urbanística moderna e suas vertentes sanitarista e excludente até nossos dias, e destaca a pesquisa participante realizada junto a líderes comunitários, juristas e comerciantes contra o projeto Nova Luz idealizado pela prefeitura. Entre 2007 e 2013 participou do Grupo de Estudos Da Sociedade Moderna à Pós moderna (FAUSP-CNPq). Em setembro de 2014 participou do Simpósio Direito à Cidade, realizado na 31ª Bienal de São Paulo, e da exposição A arte que permanece – Coleção Chagas Freitas, com a curadoria de Tereza de Arruda, no Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro. Motivado por este projeto, retornou à pintura, iniciando uma série de instalações, que logo formariam o escopo do projeto Círculos Urbanos, no ano seguinte (2015). Círculos Urbanos se constituiu por um período de três meses como artista residente do Phosphorus, em São Paulo, e uma exposição homônima (2016), com curadoria de Nelson Brissac Peixoto. No mesmo ano, passou a ser representado pela Sé,, junto à qual tem trabalhado na documentação e catalogação de obras produzidas em mais de 40 anos de carreira. Exposições individuais recentes: O gesto crispado, Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, 2021; Phantasia: 2018, Sé, São Paulo, 2018; Pinturas, Galeria Cassia Bomeny, Rio de Janeiro, 2017; West-Berlin 1987-1990: trabalhos sobre papel, Sé, São Paulo, 2017; Círculos Urbanos, Phosphorus, São Paulo, 2016.

 

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Arnaldo de Melo (1960) lives and works in São Paulo. Between 1987 and 1990 he attended the Hochschule der Künste Berlin (today Universität der Künste) with a DAAD (German Academic Exchange Service) scholarship. During this period, at the then West Berlin, he received guidance from the artist Karl-Horst Hödicke, one of the first painters to establish the neo-expressionist school in Germany, the so-called Wild Malerei (Wild Painting). In 1984 and 1985, Arnaldo de Melo lived and worked in New York, following, in a self-taught way, his choice for abstract-expressionist painting, which was evident in the great American museums. In New York, he paid special attention to the explosion of neo-expressionist painting that was already entering the museums and bringing vigor to the art galleries. At the same time, he was strongly influenced by graffiti and "street" artists who began their careers in the period. From 1979 to 1994, he participated in group exhibitions and held solo shows in São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília and Berlin. Between 1991 and 1994, he worked as a graphic designer at Instituto Itaú Cultural and, since then, he has done several graphic works and about 500 book covers for Edusp, Hucitec, Atelier Editorial and Annablume publishers. From 1995 to 2005, he worked as art director for theater and performance, developing installations and graphic material for the last performances directed by Renato Cohen. In 2006, he completed his degree in architecture and urbanism at Escola da Cidade, in São Paulo, following between 2008 and 2014 the postgraduate course at the Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, FAUUSP. His doctoral thesis, Cidade&Saúde, recaptures the history of modern urban planning and its sanitarian and exclusionary aspects until today and highlights the participant research carried out with community leaders, jurists and merchants against the Nova Luz project idealized by the city hall. Between 2007 and 2013 he participated in the study group Da Sociedade Moderna à Pós moderna (FAUSP-CNPq). In September 2014, he participated in the Right to the City Symposium, held at the 31st Bienal de São Paulo, and in the exhibition A arte que permanece - Coleção Chagas Freitas, curated by Tereza de Arruda, at Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro. Motivated by this project, he returned to painting, starting a series of installations, which would soon form the scope of the project Círculos Urbanos, the following year (2015). Círculos Urbanos consisted of a three-month period as a resident artist at Phosphorus, in São Paulo, and an exhibition of the same name (2016), curated by Nelson Brissac Peixoto. In the same year, he began to be represented by Sé, with which he has been working on the documentation and cataloging of works produced in more than 40 years of his career. Recent solo exhibitions: O gesto crispado, Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, 2021; Phantasia: 2018, Sé, São Paulo, 2018; Pinturas, Galeria Cassia Bomeny, Rio de Janeiro, 2017; West-Berlin 1987-1990: works on paper, Sé, São Paulo, 2017; Círculos Urbanos, Phosphorus, São Paulo, 2016.