Dalton Paula

Nasceu em 1982 em Brasília. Vive e trabalha em Goiânia.

Em sua prática artística, Dalton Paula emprega pintura, performance e instalações e, por meio dessas diversas linguagens, tece relações entre imagem e poder. Em seu repertório sígnico, a figura central é o corpo negro em diáspora, seus ritos e rituais. Destacam-se, em sua produção, pinturas em larga e pequena escala sobre diferentes suportes e também seu interesse contínuo pelos retratos, que constituem uma proposta de revisão da historiografia oficial. As pessoas retratadas são figuras históricas ligadas à diáspora africana, e muitas tiveram sua imagem e atuação apagadas. Nas instalações, Dalton desenvolve essa linha de investigação acerca do Atlântico Negro e sua rica linguagem simbólica. 
Dalton é bacharel em artes visuais pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e seu trabalho integra coleções importantes, como a do Museum of Modern Art (MoMA), de Nova York, da Pinacoteca do Estado de São Paulo e do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Seu trabalho foi exibido na 32ª Bienal de São Paulo (2016), com curadoria de Jochen Volz, e na Trienal do New Museum (Nova York, 2018), com curadoria de Gary Carrion-Murayari e Alex Gartenfeld, além de figurar entre outras exposições coletivas. Apresentou em Nova York a individual Dalton Paula: a kidnapper of souls (2020) na galeria Alexander and Bonin. Dalton inaugurou o programa de exposições da Sé galeria com a exposição e um terremoto sereno e imperceptível arrasou a cidade... (2014) e realizou as exposições individuais Amansa-Senhor (2015) e Dalton Paula: entre a prosa e a poesia (2019).

***

Born in 1982 in Brasília. Lives and works in Goiânia.

In his artistic practice, Dalton Paula uses painting, performance, and installations, and through these different languages, ​​he weaves relations between image and power. In his sign repertoire, the central figure is the diasporic Black body, its rites and rituals. Large- and small-scale paintings on different surfaces and supports stand out in his production, as well as his continuing interest in portraits, in which he proposes a form of historical revisionism. The people he portrays are historical figures connected to the African diaspora, many of whom had their image and performance erased from official history. In his installations, Paula develops a line of investigation into the Black Atlantic and its rich symbolic language.
Paula holds a B.A. in visual arts from the Federal University of Goiás (UFG) and his work integrates important collections such as that of the Museum of Modern Art (MoMA), New York City; Pinacoteca de São Paulo, and the Museum of Art of São Paulo (MASP). His work was shown at the 32nd Bienal de São Paulo (2016), curated by Jochen Volz, and at the New Museum Triennale (New York, 2018), curated by Gary Carrion-Murayari and Alex Gartenfeld, as well as at other group exhibitions. He presented the solo show Dalton Paula: a kidnapper of souls (2020) at the Alexander and Bonin Gallery, New York City. Dalton Paula inaugurated Sé gallery’s exhibition program with the show e um terremoto sereno e imperceptível arrasou a cidade (2014) and held the solo exhibitions Amansa-Senhor (2015) and Dalton Paula: entre a prosa e a poesia (2019).