Dalton Paula

Dalton Paula nasceu em 1982 em Brasília e vive em Goiânia. Seu trabalho foi exibido na Bienal de São Paulo (2016); Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2017); Trienal do Novo Museu, Nova York (2018); 11ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre (2018); e o Museu de Arte de São Paulo (MASP) em 2018. Foi indicado ao Prêmio PIPA 2017 e 2018 e foi vencedor da 7ª edição do Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça (2019/2020).

Paula trabalha com pintura, fotografia e instalação para explorar as exigências do Atlântico Negro, a produção de conhecimento no longo caminho da violência racial e os ritos e rituais religiosos da diáspora africana. Destacam-se suas pinturas em larga escala, conjuntos espartanos de objetos sobre fundos abstratos em tons de terra e retratos. O interesse contínuo de Paula em retratar reflete seu profundo envolvimento com a estrutura da história brasileira; seus sujeitos são muitas vezes figuras históricas cujos rostos nunca foram gravados, como Zeferina, uma mulher que fundou uma comunidade para escravos em fuga no norte do Brasil. Seu trabalho de instalação continua essa linha de investigação e desenvolve ainda mais sua rica linguagem simbólica.

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Dalton Paula was born in 1982 in Brasília and lives in Goiânia. His work was exhibited at the Bienal de São Paulo (2016); Tomie Ohtake Institute, São Paulo (2017); New Museum Triennial, New York (2018); 11th Mercosul Biennial, Porto Alegre (2018); and the São Paulo Museum of Art (MASP) in 2018. He was nominated for the PIPA Award 2017 and 2018 and won the 7th edition of the National Industry Award Marcantonio Vilaça (2019/2020).

Paula works with painting, photography and installation to explore the demands of the Black Atlantic, the production of knowledge in the long run of racial violence and the religious rites and rituals of the African diaspora. Noteworthy are his large-scale paintings, spartan sets of objects on abstract backgrounds in earth tones and portraits. Paula's continued interest in portraying reflects her deep involvement with the structure of Brazilian history; their subjects are often historical figures whose faces have never been recorded, like Zeferina, a woman who founded a community for escaped slaves in northern Brazil. His installation work continues this line of investigation and further develops its rich symbolic language.