davi de jesus do nascimento

"quando nasci alevim, em 1997, no fulgor norte-mineiro, banharam-me com o mesmo nome de meu pai, Davi de Jesus do Nascimento. sou barranqueiro curimatá, arrimo de muvuca e escritor fiado. gerado às margens do Rio São Francisco - curso d’água de minha vida - trabalho coletando afetos da ancestralidade ribeirinha e percebendo “quase-rios’’, no árido. fui criado dentro do emboloso da cumbuca de carranqueiros, pescadores e lavadeiras. o peso de carregar o rio nas costas bebe da nascente dos primeiros sóis que chorei na vida. sustentar na cacunda a carranca tem feito eu sentir a força do vento de minha taboca envergada no seguimento da rabiola solta que desceu em espiral gongo caracol envoltório para o calcanhar direito como cobra, isca, peixe e pedra."

davi jesus do nascimento (Pirapora, 1997) vive e trabalha em Pirapora. é artista barranqueiro criado às margens do Rio São Francisco - curso d’água de sua vida. Nascido em família de pescadores, lavadeiras e mestres carranqueiros, trabalha coletando afetos da ancestralidade ribeirinha e percebendo “quase-rios’’, no árido. Principais exposições individuais: 2022: furor de peito e remela, projeto selecionado para o 32º Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo; o suor da testa mora dentro dos marimbondos, Memorial Minas Gerais Vale, Belo Horizonte. 2019: Que Deságua Noutro, Galeria de Arte Sesiminas, Belo Horizonte. Principais exposições coletivas: Sob as Cinzas, Brasa, 37° Panorama da Arte Brasileira, MAM, São Paulo; Histórias Brasileiras, MASP, São Paulo; Semana sim, semana não: paisagens, corpos e cotidianos no entresséculo, Casa Zalszupin, espaço cultural administrado pela ETEL e Almeida & Dale, São Paulo; 2021: corpocontinente, Periscópio Arte Contemporânea, Belo Horizonte; Pulsões, 12º edição Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, Belém; A Máquina Lírica, Galeria Luisa Strina, São Paulo; Frestas - Trienal de Artes, Sesc Sorocaba, São Paulo; seres-rios, festival fluvial, BDMG Cultural, Belo Horizonte; Terra & Temperatura, Almeida & Dale, São Paulo; 2020: 7° Prêmio EDP nas Artes, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo. 2019: Bolsa Pampulha 2018/2019, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte. Particiou das residências: Bolsa Pampulha 2018/2019, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte (2019); verdeVEZ, com os artistas Alexandre Sequeira e Maurício Pokemon, CAMPO arte contemporânea, Teresina, Projeto RUMOS Itaú Cultural (2019); Ver o invisível, dizer o indizível, I programa de residências artísticas do Valongo Festival, Santos, com curadoria de Diane Lima e coordenação artística de Tarcísio Almeida (2018). Suas obras pertencem à coleção da Pinacoteca do Estado de São Paulo.
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"when I was born alevim, in 1997, in the glittering north of Minas Gerais, they gave me the same name as my father, Davi de Jesus do Nascimento. I'm a curimatá barranqueiro, a muvuca breadwinner and a writer on credit. generated on the banks of the São Francisco River - watercourse of my life - I work collecting affections of riverside ancestry and perceiving “quasi-rivers”, in the arid land. I was raised inside the emboloso of the cumbuca of carranqueiros, fishermen and washerwomen. the weight of carrying the river on my back drinks from the spring of the first suns that I cried in my life. sustaining the hump on my back has made me feel the force of the wind from my bent bamboo following the loose tail that descended in spiral gong snail wrapping for the right heel like snake, bait, fish and stone."

davi jesus do nascimento (Pirapora, 1997) lives and works in Pirapora. he is an artist who grew up on the banks of the São Francisco River - the watercourse of his life. Born in a family of fishermen, washerwomen and carranqueiros masters, he works collecting affections from the riverside ancestrality and perceiving "quasi-rivers" in the arid. Main solo shows: 2022: furor de peito e remela, project selected for the 32nd Exhibition Program of Centro Cultural São Paulo; o suor da testa mora dentro dos marimbondos, Memorial Minas Gerais Vale, Belo Horizonte. 2019: Que Deságua Noutro, Galeria de Arte Sesiminas, Belo Horizonte. Main group exhibitions: Sob as Cinzas, Brasa, 37° Panorama da Arte Brasileira, MAM, São Paulo; Histórias Brasileiras, MASP, São Paulo; Semana sim, semana não: paisagens, corpos e cotidianos no entresséculo, Casa Zalszupin, São Paulo; 2021: corpocontinente, Periscópio Arte Contemporânea, Belo Horizonte; Pulsões, 12º edição Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, Belém; A Máquina Lírica, Galeria Luisa Strina, São Paulo; Frestas - Trienal de Artes, Sesc Sorocaba, São Paulo; seres-rios, festival fluvial, BDMG Cultural, Belo Horizonte; Terra & Temperatura, Almeida & Dale, São Paulo; 2020: 7° Prêmio EDP nas Artes, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo. 2019: Bolsa Pampulha 2018/2019, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte. Participated in the residencies: Bolsa Pampulha 2018/2019, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte (2019); verdeVEZ, with the artistas Alexandre Sequeira and Maurício Pokemon, CAMPO arte contemporânea, Teresina, Projeto RUMOS Itaú Cultural (2019); Ver o invisível, dizer o indizível, I program of artistic residencies of Valongo Festival, Santos, curated by Diane Lima and artistic coordination by Tarcísio Almeida (2018). His works belong to the collection of the Pinacoteca do Estado de São Paulo.