Deco Adjiman

Deco Adjiman, 1979, vive e trabalha em São Paulo. Graduado em Comunicação pela Fundação Armando Álvares Penteado em 2020, Deco iniciou sua pesquisa e atividades nas artes visuais em 2013. Em 2014 realizou sua primeira exposição individual na Sé Galeria: “A poesia venceu”, curada por Maria Montero. Em 2015, participou das exposições “O mar”, na Tag Gallery, “Avesso do avesso do avesso do avesso”, na Sé Galeria, “Dexposição ou Rearranjo”, e Tofiq House, and “Matéria:6”, no Espaço Aldeia, em São Paulo. Na Sé Galeria, o artista realizou as exposições "eu,mesmo:outro" (2016), curada por Galciane Neves e ":háuma,” (2018), curada por Maria Montero. Deco participou das Residências Pivô Arte e Pesquisa em 2018 e 2019 e da Kaáysa em São Paulo em 2018.

 

São as beiras que lhe interessam. Paus de beira-mar que recolhe nas esquinas do litoral, como restos de canoas, remos ou qualquer coisa que foi largada, perdida, partida e parou no seu caminho. Restos da cidade: estrados abandonados, cavaletes quebrados, gavetas soltas, armários desmontados. Sobras de pisos de madeira de lei, sobras de chapas. Além de evitar a compra de madeira o interessa dar novo uso àquilo que já carrega alguma história, que possui marcas, riscos, erros. Ele vê imensa beleza no erro, na ruína. Dar nova, ou outra, vida a objetos ordinários, livros antigos: encontrar memórias que não sabíamos que eram nossas.

 

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Deco Adjiman, 1979, lives and works in São Paulo. Graduated in Communication at Fundação Armando Álvares Penteado in 2020, Deco started his research and activities in the visual arts in 2013. In 2014 he held his first solo exhibition at the Sé Galeria: “Poetry has won”, curated by Maria Montero. In 2015, he participated in the exhibitions “O mar”, at the Tag Gallery, “Avesso avesso avesso avesso avesso”, at the Sé Galeria, “Dexposta ou Rearranjo”, and Tofiq House, and “Matéria: 6”, at Espaço Aldeia, in Sao Paulo. At the Sé Galeria, the artist held the exhibitions "me, myself: another" (2016), curated by Galciane Neves and ": háuma," (2018), curated by Maria Montero. Deco participated in the Pivô Arte e Pesquisa Residencies in 2018 and 2019 and Kaáysa in São Paulo in 2018.

It is the borders that interest him. Seaside sticks that are collected at the corners of the coast, like remains of canoes, oars, or anything that was dropped, lost, broken and stopped in your path. Remains of the city: abandoned dais, broken easels, loose drawers, dismantled cabinets. Leftover hardwood floors, leftover sheets. In addition to avoiding buying wood, he is interested in giving new use to what already has some history, which has marks, risks, errors. He sees immense beauty in error, in ruin. Giving new, or other, life to ordinary objects, old books: finding memories that we didn't know were ours.