Rebecca Sharp

Nascida em São Paulo em 1976. Vive e trabalha entre os EUA e o Brasil.

Em seu processo poético-espiritual, combina práticas pictóricas e meditativas. Sua obra trata de uma variedade de planos astrais, mundanos e, atualmente, o encontro deles: mundos insólitos recobertos por abismos em matizes vívidos que convivem de modo vibrante. As telas funcionam como mensagens codificadas, provenientes de seu espaço anímico. Suas delicadas composições surreais surgem quase instintivamente uma vez que o tema inicial se mostra. Segundo Rebecca, "o que percebo hoje é que o trabalho do artista consiste em criar e intervir em universos não visíveis. Muito antes da pintura estar pronta, a criação e a dissolução de uma galáxia já aconteceram. A obra em si é o mantra condensado, visível e tátil do que não pode ser explicado. É um diário de bordo, um documento terreno, uma chave de ignição".
Rebecca formou-se em teatro e artes dramáticas na Goldsmiths, da Universidade de Londres. Em 2018, participou da 33.ª edição da Bienal de São Paulo, Afinidades Afetivas, na sessão de curadoria de Sofia Borges. Em 2019, esteve em residência no renomado Instituto de Artes da Califórnia. Em 2021, fez a exposição individual Tools for the Wonderland (Mendes Woods, Bruxelas) e, em 2020, fez sua primeira exposição individual, Trago a mensagem do destino, na Sé galeria em São Paulo, com curadoria de Tiago de Abreu Pinto.

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Born in São Paulo in 1976. Lives and works between the USA and Brazil.

In her poetic-spiritual process, she combines pictorial and meditative practices. Her work explores a variety of astral and mundane planes and, currently, their meeting with each other: unusual worlds covered by abyss in vivid hues that live together in vibrant ways. The canvas works as coded messages, coming from her soul's inner space. Her delicate, surreal compositions appear almost instinctively once the initial theme is revealed. According to Rebecca, "What I realize today is that the artist's job is to create and intervene in invisible universes. Long before the painting is ready, the creation and dissolution of a galaxy has already occurred. The work itself is the condensed mantra, a visible and tactile result of what cannot be explained. It is a logbook, an earthly document, an ignition key."
Rebecca graduated in theater and dramatic arts from Goldsmiths, University of London. In 2018, she took part in the 33rd edition of Bienal de São Paulo, Afinidades Afetivas, in the session curated by Sofia Borges. In 2019, she was in residence at the renowned California Institute of Arts. In 2021, she held the solo exhibition Tools for the Wonderland (Mendes Woods, Brussels) and, in 2020, she held her first solo exhibition, Trago a mensagem do destino, at Sé gallery in São Paulo, curated by Tiago de Abreu Pinto.