Rebecca Sharp

Frieze New York 2022

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For the first time, Sé will participate in Frieze New York, one of the most important art fairs in the world, to be held from May 18 to 22, 2022, at The Shed cultural center, in Hudson Yards, Manhattan. The artist chosen to represent the gallery is the United States-based Brazilian artist, Rebecca Sharp. She will present a series of new paintings and sculptures that explore surrealist imagery.

Rebecca Sharp is a nomadic artist. Her poetic production is directly affected by the landscapes around her. Currently living in Boulder, Colorado, she seeks to embrace the unknown, by observing nature and living in a foreign land. The artist's oil paintings, usually in small format, speculate on landscapes other than topographical. Mountains, rocks, beaches, and forests are seen through openings in the architectural landscape, windows and doors set in angular structures devoid of ornaments. There is also the psychological landscape, created by the artist in a kind of trance. For the construction of the oneiric scenes, the practice of meditation is fundamental. The images created by Sharp emerge from the archetypal unconscious and seem enveloped in an aura of mystery and fantasy. The result is surrealistic scenes, populated by biomorphic elements and objects: organs hanging from poles and bridges, which dance alongside lanterns, cups, carpets, candles, and ropes. 

The new series of sculptures, called poles, transmutes elements present in the paintings into three-dimensionality. The four pieces, made of wood and wrapped in wool, felt, Brazilian straw, horsehair, and various fabrics, come down to the floor suspended on the wall, referring to amulets and symbols of authority, such as canes and scepters. Magic artifacts that invoke ancestral powers from deep in the earth or high in the heavens. In the artist's compositions, the elements flow from a fixed source, which, however, is also transitory, evoking narratives obliterated by modern colonial logic, "this terrible fantasy of domination over what is essentially free", in her words. She explains, "My research for the last six months has been about this white man's disturbance of continually wanting to oppress what is different from him. I have studied the history of Amerindian cultures and how they have been eradicated and weakened, their vital expression drained away, causing great harm to African and early American peoples." For Sharp, the question that remains unanswered is, "What do I believe I am protecting in myself by denying others freedom?" 

Sé's participation at Frieze NY will take place in the Frame section, aimed at young spaces and emerging talents. Frame is a critical arena dedicated to solo projects by galleries active for 10 years or less, from around the world. Comprising eleven galleries, the section allows visitors and collectors to see works by artists who may not have previously benefited from a major international exhibition platform. For Sé, the participation in Frieze NY represents an important moment of growth and internationalization. The first step in this process was taken with the entry of Dalton Paula, an artist represented by the gallery, in US territory, with the acquisition of his works by MoMA, through a partnership with the New York art gallery Alexander and Bonin, and the inclusion of his works in exhibitions at MoMA (a group show at Gallery 214: Critical Fabulations, currently on view) and the National Gallery of Art, in Washington, DC (Afro Atlantic Histories, 2022). The second step is Rebecca Sharp's participation in Frieze, with works by an artist who lives in the United States and has produced her new works in the country, based on research on the history of Native American cultures. "This was the way found for a medium-sized Brazilian gallery to communicate with a broad, diverse and demanding public, such as New Yorkers," explains Maria Montero, Sé's director and founder. "In addition," she continues, "Rebecca is a painter who drinks from the fountain of surrealism, and female surrealist painting is one of the great themes this year, as we see in the Venice Biennale, based on the work of Leonora Carrington. The choice to bring a woman was also decisive".

 

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Pela primeira vez, a Sé participará da Frieze New York, uma das mais importantes feiras de arte do mundo, a ser realizada entre 18 e 22 de maio de 2022, no centro cultural The Shed, em Hudson Yards, Manhattan. A artista escolhida para representar a galeria é a brasileira radicada nos Estados Unidos Rebecca Sharp. Ela apresentará uma série de novas pinturas e esculturas que exploram o imaginário surrealista.

Rebecca Sharp é uma artista nômade. Sua produção poética é diretamente afetada pelas paisagens em seu entorno. Vivendo atualmente em Boulder, no Colorado, ela busca abraçar o desconhecido, através da observação da natureza e da vivência em terra estrangeira. As pinturas à óleo da artista, geralmente em pequeno formato, especulam também sobre paisagens outras, além da topográfica. Montanhas, pedras, praias e florestas são vistas por aberturas na paisagem arquitetônica, através de janelas e portas assentadas em estruturas angulosas e desprovidas de ornamentos. Há ainda a paisagem mental, criada pela artista em uma espécie de transe. Para a construção das cenas oníricas, a prática da meditação é fundamental. As imagens criadas por Sharp emergem do inconsciente arquetípico e parecem envoltas em uma aura de mistério e fantasia. O resultado são cenários surrealistas, povoados por objetos e elementos biomórficos: órgãos pendendo de postes e pontes, que dançam junto a lanternas, chávenas, tapetes, velas e cordas. 

A nova série de esculturas, chamadas de poles (postes, em inglês), transmuta elementos presentes nas pinturas para a tridimensionalidade. As quatro peças, feitas de madeira e envoltas em lã, feltro, palha brasileira, crina de cavalo e tecidos variados, descem para o chão suspensas na parede, remetendo a amuletos e símbolos de autoridade, como cajados e cetros. Artefatos mágicos que invocam poderes ancestrais do fundo da terra ou do alto dos céus. Nas composições da artista, os elementos fluem de uma fonte fixa, que, contudo, é também transitória, evocando narrativas obliteradas pela lógica colonial moderna, "essa terrível fantasia de domínio sobre o que é essencialmente livre", em suas palavras. Ela explica: "Minha pesquisa nos últimos seis meses foi sobre essa perturbação do homem branco de continuamente querer oprimir o que é diferente dele. Estudei a história das culturas ameríndeas e como elas foram erradicas e enfraquecidas, sua expressão vital esvaziada, causando grandes danos aos povos africanos e aos primeiros povos americanos". Para Sharp a pergunta que fica ainda sem resposta é: "O que acredito estar protegendo em mim, negando aos outros a liberdade?".

A participação da Sé na Frieze NY acontecerá na seção Frame, voltada à espaços jovens e talentos emergentes. Frame é uma arena crítica dedicada a projetos solo de galerias ativas há 10 anos ou menos, de todo o mundo. Compreendendo onze galerias, a seção permite aos visitantes e colecionadores ver obras de artistas que podem não ter se beneficiado anteriormente de uma importante plataforma internacional de exibição. Para a Sé, a participação na Frieze NY representa um momento importante de crescimento e internacionalização. O primeiro passo neste processo foi dado com a entrada de Dalton Paula, artista representado pela galeria, em território estadunidense, com a aquisição de suas obras pelo MoMA, através de uma parceria com a galeria nova-iorquina Alexander and Bonin, e a inclusão de seus trabalhos em exposições naquele museu (a coletiva na galeria 214: Critical Fabulations, atualmente em cartaz) e na National Gallery of Art, em Washington, DC (Afro Atlantic Histories, 2022). O segundo passo é a participação de Rebecca Sharp na Frieze, com obras de uma artista que vive nos Estados Unidos e tem produzido seus novos trabalhos no país, a partir de pesquisa sobre a história das culturas originárias americanas. "Esta foi a maneira encontrada para que uma galeria brasileira de médio porte se comunicasse com um público amplo, diverso e exigente, como o nova-iorquino", explica Maria Montero, diretora e fundadora da Sé. "Além disso", prossegue, "Rebecca é uma pintora que bebe da fonte do surrealismo. A pintura surrealista feminina é um dos grandes temas deste ano, vide a Bienal de Veneza, baseada na obra de Leonora Carrington. A escolha de trazermos uma mulher também foi decisiva."

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