Traplev

Traplev (Caçador, 1977) vive e trabalha em Recife. É bacharel (1999\2003) e mestre (2005\2007) em artes visuais pelo Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina. Coordenou ações de Traplev Orçamentos, de 2005 a 2015, com a qual organizou seminários, workshops, curadorias, exposições e projetos colaborativos. De 2002 a 2015, editou a publicação "recibo", da qual foi editor-criador responsável por 18 números com cerca de 75 mil exemplares distribuídos gratuitamente. Traplev tem realizado uma série de projetos que buscam registrar o momento histórico brasileiro, a partir de material jornalístico e notícias compartilhadas em redes sociais. Por meio de narrativas forjadas na disputa semântica, ele discute as consequências de acontecimentos políticos, como o processo jurídico que resultou no impedimento da presidenta Dilma Rousseff, em 2016. Com interferências gráficas e o deslocamento das imagens coletadas no espaço virtual para outras materialidades, sublinha as estratégias empregadas pela grande mídia e seus replicadores, tentando formular uma outra narrativa linguística e estética dos acontecimentos políticos. Entre algumas de suas exposições individuais estão: 2019: Como ativar os estilhaços da história pela linguagem, curadoria Germano Dushá, Galeria Periscópio, Belo Horizonte; 2017: novasbandeiras entre almofadas pedagógicas, Sé, São Paulo; Sistemas de Estruturas e Elementos de Fachada, sala 5, Galeria Fayga Ostrower, Funarte Brasília; 2015: equivalência absurda - sala 3, Sé; ambiente sem título 2, Galeria do Centro Cultural do Sistema FIEP-SESI, Curitiba; 2011: validades e frustrações sala 5 - Prêmio Marcantonio Vilaça de Artes Plásticas – Funarte, Museu de Arte de Santa Catarina (MASC); Florianópois; 2009: Die Alsdehnung als Effekt (A Extensão como Efeito) Montgomery, Berlim; 2005: Novos Laboratórios, Museu de Arte Contemporânea de Goías, Goiânia. Entre algumas das últimas coletivas: 2019: Meta-Arquivo, espaço de escuta e leitura de histórias da ditadura, curadoria Ana Pato, Sesc Belenzinho, São Paulo; Ontem, Hoje, Agora, Solar dos Abacaxis, curadoria Catarina Duncan, Rio de Janeiro; 2018: Arte Democracia e Utopia, curadoria Moacir dos Anjos, Museu de Arte do Rio; MITOMOTIM, curadoria Júlia Rebouças, Galpão Videobrasil, São Paulo; 2017: How to Remain Silent?, the A4 Arts Foundation, curadoria Juliana Caffé, Cape Town South Africa; Bandeiras da Revolução: Pernambuco 1887-2017, curadoria Moacir dos Anjos, Fundaj, Recife; Trienal Frestas de Arte Contemporânea em Sorocaba, curadoria Daniela Labra e Fabio Tremonte; O terceiro mundo pede benção e vai dormir, curadoria Victor Gorgulho, Despina, RJ e Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre; 2016: Terra Falsa, curadoria Fernando Ticoulat, SP; O que vem com a aurora, curadoria Bernardo Mosqueira, Galeria Casa Triângulo, SP; Somos mais de mil, curadoria Marta Mestre, Parque Lage, Rio de Janeiro; Depois do Futuro, curadoria Daniela Labra, Parque Lage, Rio de Janeiro; Esforço-Desempenho, curadoria Germano Dushá, Galeria Athena Contemporânea, Rio de Janeiro; 2014: Estado de Suspensão, curadoria Fernando Ticoulat e Germano Dushá, Coletor, São Paulo; 2015: do avesso, do avesso, do avesso, do avesso, curadoria Maria Montero, Sé, São Paulo; 2014: Estado de Suspensão, curadoria Fernando Ticoulat e Germano Dushá, Coletor, São Paulo, SP; Valsas, curadoria Ana Maria Maia, Galeria Amparo 60, Recife; Viva Maria, curadoria Maria Monteiro, Galeria Luciana Brito, São Paulo, SP; 2013: Salão de Arte de Natal; Campo Neutral, curadoria Felipe Prando, Museu da Gravura Cidade de Curitiba; 2012: Agencia de assuntos sub-tropicales, curadoria Teresa Riccardi, Espacio de Arte Contemporaneo (EAC), Montevideo, Uruguay; 2010: À sombra do futuro, Instituto Cervantes de São Paulo, curadoria Luiza Proença, Roberto Winter e Deyson Gilbert.

 

*

 

Traplev (Caçador, 1977) lives and works in Recife. He holds a BA and MA in Visual Arts from the Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina. He has coordinated the actions of Traplev Orçamentos, which organised seminars, workshops, curatorial projects, exhibitions and collaborative projects. Between 2002 and 2015 he directed the Brazilian Publication recibo, of which he was Editor in Chief. Traplev has produced a series of projects that seek to record Brazilian historical moments based on journalistic material and news shared in social media. Through narratives forged in semantic disputes, the artist discusses the consequences of political events, such as the legal process leading to the impeachment of President Dilma Rousseff, in 2016. With graphic interference and the displacement of images gathered in the virtual space to other materialities, he underscores the strategies employed by the mainstream media and its replicators, attempting to develop an alternative linguistic and aesthetic narrative of political events. Some of his solo exhibitions include: 2019: Como ativar os estilhaços da história pela linguagem, curated by Germano Dushá, Galeria Periscópio, Belo Horizonte; 2017: novasbandeiras entre almofadas pedagógicas, Sé, São Paulo; Sistemas de Estruturas e Elementos de Fachada, sala 5, Galeria Fayga Ostrower, Funarte Brasília; 2015: equivalência absurda - sala 3, Sé; ambiente sem título 2, Galeria do Centro Cultural do Sistema FIEP-SESI, Curitiba; 2011: validades e frustrações sala 5 - Prêmio Marcantonio Vilaça de Artes Plásticas – Funarte, Museu de Arte de Santa Catarina (MASC); Florianópois; 2009: Die Alsdehnung als Effekt (A Extensão como Efeito) Montgomery, Berlim; 2005: Novos Laboratórios, Museu de Arte Contemporânea de Goías, Goiânia. Among some of the latest group shows: 2019: Meta-Arquivo, espaço de escuta e leitura de histórias da ditadura, curated by Ana Pato, Sesc Belenzinho, São Paulo; Ontem, Hoje, Agora, Solar dos Abacaxis, curated by Catarina Duncan, Rio de Janeiro; 2018: Arte Democracia e Utopia, curated by Moacir dos Anjos, Museu de Arte do Rio; MITOMOTIM, curated by Júlia Rebouças, Galpão Videobrasil, São Paulo; 2017: How to Remain Silent?, the A4 Arts Foundation, curated by Juliana Caffé, Cape Town South Africa; Bandeiras da Revolução: Pernambuco 1887-2017, curated by Moacir dos Anjos, Fundaj, Recife; Trienal Frestas de Arte Contemporânea em Sorocaba, curated by Daniela Labra and Fabio Tremonte; O terceiro mundo pede benção e vai dormir, curated by Victor Gorgulho, Despina, RJ e Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre; 2016: Terra Falsa, curated by Fernando Ticoulat, SP; O que vem com a aurora, curated by Bernardo Mosqueira, Galeria Casa Triângulo, SP; Somos mais de mil, curated by Marta Mestre, Parque Lage, Rio de Janeiro; Depois do Futuro, curated by Daniela Labra, Parque Lage, Rio de Janeiro; Esforço-Desempenho, curated by Germano Dushá, Galeria Athena Contemporânea, Rio de Janeiro; 2014: Estado de Suspensão, curated by Fernando Ticoulat and Germano Dushá, Coletor, São Paulo; 2015: do avesso, do avesso, do avesso, do avesso, curated by Maria Montero, Sé, São Paulo; 2014: Estado de Suspensão, curated by Fernando Ticoulat and Germano Dushá, Coletor, São Paulo, SP; Valsas, curated by Ana Maria Maia, Galeria Amparo 60, Recife; Viva Maria, curated by Maria Monteiro, Galeria Luciana Brito, São Paulo, SP; 2013: Salão de Arte de Natal; Campo Neutral, curated by Felipe Prando, Museu da Gravura Cidade de Curitiba; 2012: Agencia de assuntos sub-tropicales, curated by Teresa Riccardi, Espacio de Arte Contemporaneo (EAC), Montevideo, Uruguay; 2010: À sombra do futuro, Instituto Cervantes de São Paulo, curated by Luiza Proença, Roberto Winter and Deyson Gilbert.